“O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.”
Mário Quintana
Escalou a plataforma mais alta para relembrar os dias de glória. Ao chegar ao topo, fechou os olhos, respirou fundo e lançou o corpo ao vazio. Executou uma pirueta elegante e finalizou o salto com um movimento perfeito, entrando de cabeça no fundo da piscina vazia. Dessa vez, ninguém aplaudiu.


Inevitavelmente este conto me remeteu ao relato de Marcelo Rubens Paiva em “Feliz Ano Velho”, o qual li por toda minha adolescência, diversas vezes e cujo autor tive o privilégio de encontrar várias vezes quando trabalhei da Folha de São Paulo. Claro que as circunstâncis ali relatadas eram outras (ou não) e estavam bem claras, mas o que achei interessante é que, mesmo relendo este relato várias vezes, ainda assim senti uma pontinha de dúvida se foi intencional ou apenas um devaneio
Beijos, adoro-te =)
Só deixando claro que o que quis dizer com deixar uma dúvida em relação se foi intencional ou um devaneio, refiro-me a PERSONAGEM
Foi um suicídio? Foi um acidente? Foi um momento de loucura? Foi uma forma de chamar atenção num momento de decadência
Digamos que foi uma saída de cena bem… uhm… teatral.
Exceto a vida, que viu ali uma nova oportunidade de recomeçar.
Um reboot na encarnação, talvez? ;P